A

    ABS

    Sigla em inglês que pode ser traduzida por Sistema Antibloqueio dos Freios. É um conjunto de dispositivos eletro-hidráulicos que evitam, no decorrer de uma frenagem, que alguma das rodas dianteiras do veículo bloqueie. Assim as rodas podem responder com sucesso aos movimentos do volante, o que é impossível quando estão bloqueadas. Um sistema de travagem como este consegue imobilizar o veículo num espaço mais curto. Para uma utilização perfeita do ABS, é só necessário pisar o freio a fundo, e depois esperar que o sistema entre em ação. Quando o ABS atua o condutor apercebe-se de uma pequena vibração no pedal do freio.

    Aceleração Lateral

    É o valor da força centrífuga (que tenta jogar o veículo para fora da curva) expresso em g (símbolo da força de gravidade). O teste é feito num círculo com raio padrão de 31,6 metros. Quanto maior o número obtido pelo veículo, mais estável ele é.

    Acelerador

    É o pedal mais à direita e que permite dosar a quantidade de combustível para o motor e controlar a velocidade.

    Acionamento Pirotécnico

    Sistema que utiliza a energia de uma pequena explosão controlada para tensionar adequadamente os cintos de segurança em caso de acidente, eliminando qualquer eventual folga que possa diminuir sua eficiência.

    Acoplamento Viscoso

    Sistema anexo ao diferencial, responsável pela modulação do torque (força) que chega a cada roda. Esse efeito é obtido por um fluido à base de silicone de alta viscosidade, quando é forçado a circular entre discos múltiplos perfurados.

    Adaptativo

    Assim é chamado o câmbio que, por meio de sofisticada eletrônica e diversos sensores, consegue se adaptar à forma de conduzir do motorista, trocando as marchas de maneira mais lenta ou mais rápida para obter melhor economia ou desempenho.

    Aditivo

    São vários os aditivos disponíveis no mercado. Existem aditivos para os combustíveis e para os lubrificantes. Nos aditivos para combustíveis o objetivo é o de limpar o circuito de alimentação e melhorar a queima. Em relação aos lubrificantes, também conhecidos por tratamento de motor, o objetivo é o de manter a viscosidade do óleo e defender as peças do motor com uma película protetora.

    Admissão

    O funcionamento dos motores a gasolina e a álcool funcionam atualmente a quatro tempos. A admissão é o primeiro tempo do ciclo de trabalho do motor e corresponde à mistura de ar e gasolina a ser enviada para o interior do motor.

    Admissão Continuamente Variável

    Visa adequar quantidade e velocidade da mistura combustível admitida no motor de acordo com a rotação, para que ele tenha força seja qual for o regime de giros. Isso é feito pelo comando de válvulas especial e/ou coletores de admissão variáveis.

    Admissão Variável

    Procura adequar a quantidade e velocidade de mistura combustível admitida pelo motor de acordo com a rotação, para que ele tenha força seja qual for o regime de giros. Isso é feito pelo comando de válvulas especial e/ou coletores de admissão variáveis.

    Aerodinâmica

    A aerodinâmica tem um papel primordial no desempenho dos veículos, tanto no comportamento como nos consumos e prestações. Trata-se da resistência ao ar a uma determinada velocidade e a sua capacidade de penetração, de onde resulta o conhecido Cx. Este valor é medido em túneis de vento e oscila entre os 0,28 e os 0,35, conforme o design dos veículos.

    Aerofólio

    Peça instalada na parte traseira da carroceria que aproveita a força do ar para pressionar o carro contra o solo, tornando-o mais estável em alta velocidade. É projetado por computador, com base nas informações conseguidas a partir de testes em túnel de vento. Geralmente é encontrado em modelos desportivos, que atingem alta velocidade, condição essencial para funcionar com eficiência.

    Aileron

    Este apetrecho está relacionado com a aerodinâmica. Serve para dar melhor apoio ao eixo traseiro. Todavia, em alguns casos é utilizado apenas com fins estéticos.

    Alimentação

    Conjunto de elementos que têm como função fornecer o combustível e o ar ao motor. Nos motores de combustão (gasolina) o sistema de alimentação encarrega-se de realizar a mistura ar - combustível antes de entrar na câmara de combustão. Nos motores de compressão - a gasóleo - o sistema de alimentação introduz, por um lado, ar puro no cilindro, e por outro, o combustível fazendo a mistura na câmara de combustão.

    Alinhamento de Direção

    O alinhamento da direção consiste no acerto equivalente das rodas dianteiras, de modo a evitar o desgaste prematuro dos pneus e aumentar a estabilidade, evitando desvios indesejados na direção do veículo.

    Alternador

    A corrente elétrica que alimenta o veículo é fornecida por uma pequena central, denominada de alternador. Em conjunto com a bateria, o alternador gera corrente suficiente para que o veículo se mova normalmente enquanto a bateria armazena a energia para o arranque.

    Amortecedor

    Elemento da suspensão que em conjunto com as molas, tem como função isolar as vibrações provenientes das rodas.

    Ângulos de Entrada e Saída

    Indicam a maior ou menor facilidade de um veículo todo-terreno entrar numa rampa ou sair dela sem raspar os pára-choques ou outras partes no solo. Quanto mais próximo do pára-choque ficarem as rodas dianteiras e traseiras, maiores serão os ângulos e a agilidade do veículo.

    Antipatinagem

    Dispositivo encarregado de reduzir a patinagem das rodas motrizes por excesso de motricidade aplicada em relação à aderência existente. Existem aqueles que atuam travando a roda que patina - é uma evolução do ABS, sem que o condutor exerça pressão - outros atuam sobre a quantidade de mistura que entra nos cilindros. Existem ainda outros que combinam ambos os dispositivos.

    Apoios de Cabeça Ativos

    São assim chamados os descansos no alto dos bancos que contam com um sistema automático que os movimenta para a frente e para trás, de maneira a minimizar o perigoso efeito chicote sobre a coluna cervical dos ocupantes, em caso de batida pela traseira.

    Aquaplanagem

    Fenômeno que é produzido quando os rasgos dos pneus são incapazes de evacuar a água que se interpõe entre o pneu e o solo. Como consequência o pneu perde o contacto direto com o solo, desaparecendo a aderência e dando origem à aquaplanagem. Esta situação pode acontecer em diversas circunstâncias: quando os pneus estão gastos e sem condições de utilização ou quando se entra num lençol de água a grande velocidade. Não se pode confundir a aquaplanagem com a aderência da borracha do pneu em asfalto seco ou molhado. Quando se produz a aquaplanagem, a roda não está em contacto com o asfalto, é mais ou menos o efeito de uma prancha de surf sobre uma onda, ou seja a aderência é praticamente nula.

    Arco Voltaico

    Descarga elétrica luminosa formada entre dois eletrodos. Em determinadas lâmpadas, substitui a função do filamento. Também é chamado de arco elétrico.

    Árvore de Cames

    Também conhecido por eixo de cames, a árvore de cames pertence ao sistema de distribuição e faz a gestão da abertura e fecho das válvulas de admissão e escape.

    ASR

    Normalmente designado por sistema de antipatinagem, o ASR evita que as rodas patinem num arranque brusco ou numa mudança rápida de velocidade. Sempre que o sistema detecta uma roda em situação de patinar, o binário enviado para essa roda é reduzido até que esta atinja a normalidade.

    Assistência Eletrônica de Frenagem

    Este sistema detecta a pressão exercida pelo pé do condutor no pedal de freio. Caso o condutor esteja numa situação de emergência o sistema atua em profundidade com o ABS e imobiliza o veículo num curto espaço.

    Auto-Ignição

    Também conhecida como "batida de pino", leva esse nome pelo som característico que marca esse problema do motor. Acontece quando a queima da mistura ar-combustível não é provocada pela faísca emitida pela vela. O combustível acaba sendo detonado antes pelo acúmulo de resíduos resultante do processo de carbonização. Esses resíduos também são inflamáveis se combinados com a gasolina. Caso a auto-ignição perdure por um longo período, há o risco de danos mais sérios ao motor.

    Avanço à Ignição

    Entre o momento em que a vela emite a faísca e a combustão da mistura carburante se realiza, existe um intervalo de tempo de alguns segundos. Para que a queima da mistura carburante se dê quando o êmbolo se encontra perto do ponto morto superior (altura que a compressão é máxima) é necessário que a faísca seja dada, uns graus de rotação da cambota, antes do ponto morto superior. A esta antecipação da faísca dá-se o nome de avanço à ignição.

    AWD
    (All Wheel Drive) Esta designação presta-se a confusões entre alguns construtores. Existem uns que a utilizam para os seus veículos de tração integral, mas a maioria usa esta designação para modelos que possuem as quatro rodas direcionais.

B

    Balancins

    Componentes metálicos localizados no cabeçote dos motores que, acionados pelos ressaltos (cames) do comando de válvulas, transferem esse movimento às válvulas, abrindo-as. Quando são roletados (montados com roletes), permitem redução do atrito e aumento da potência.

    Balanços

    termo de Engenharia que, no ramo automobilístico, define a distância entre cada eixo (dianteiro/traseiro) e a respectiva extremidade da carroceria. Quanto menores os balanços, mais facilmente o veículo ingressará em rampas ou ladeiras e sairá delas sem raspar.

    bar

    Unidade de medida de pressão, sempre precedida de um número, usada normalmente para aferir enchimento de pneus, volume de ar admitido dentro de um motor ou pressão interna. Cada bar (com minúscula) equivale a cerca de 1 atmosfera, 1 kg/cm2 ou 14,2 libras/polegada.

    Barra de Torção

    É uma barra metálica que está colocada entre a carroceria e as rodas, que é retorcida quando a roda se movimenta da sua posição de equilíbrio para cima ou para baixo, obrigando-a depois a voltar à posição original.

    Barra Estabilizadora

    Elemento da suspensão constituído por uma barra metálica que une as duas rodas do mesmo eixo. Não atua quando ambas as rodas se movimentam para cima ou para baixo simultaneamente. Torna a suspensão flexível e confortável, aumentando artificialmente a rigidez em curva. Deste modo, as barras estabilizadoras reduzem as vibrações em mau piso e aumentam a segurança do veículo evitando a tendência para o capotamento.

    Barras Laterais

    Elementos metálicos fixos à estrutura interior das portas, destinados a evitar intrusões em caso de choque lateral.

    Batidas de Pino

    Expressão popular que indica o ruído característico feito por um motor com detonação, ou seja, com explosões espontâneas (antes da faísca das velas) nas câmaras de combustão. Elas são causadas por combustível inadequado, ignição adiantada ou alta temperatura.

    Biela

    Num motor a energia mecânica gerada à custa da queima do combustível é transmitida aos êmbolos, que efetuam movimentos alternativos. Esse movimento alternativo tem de ser transformado em movimento rotativo. O elemento mecânico que transforma o movimento alternativo em rotativo é a cambota. Assim, a biela é o componente mecânico que serve de ligação entre o êmbolo e a cambota.

    Binário

    Medida da elasticidade do motor, ou seja, a facilidade em acelerar. O binário é a multiplicação entre a força exercida no êmbolo e a distância entre o moente de cada biela ao eixo da cambota (que é igual a metade do curso). Num motor de explosão, esta força pode variar em função do regime a que o motor rode. Quanto mais baixo seja o regime a que se alcança o valor máximo, maior amplitude terá a tração, que é como dizer, maior garantia de que terá força suficiente para, por exemplo ultrapassar, sem ter que reduzir de mudança. No geral, um valor de binário que apenas varie com o regime a que o motor roda oferece também uma resposta consistente e constante ao acelerador.

    Binário do Motor

    O binário do motor, a uma determinada rotação, é a energia mecânica que o motor é capaz de produzir, em cada rotação. Traduz a capacidade que o motor tem de produzir energia, em cada explosão da mistura carburante. A unidade internacional do binário é o Newton x metro (Nm). É comum encontrar em fichas técnicas kg.m. Estas duas unidades relacionam-se da seguinte maneira: 1 kg.m = 9,8 N.m.

    Bitola

    Expressão usada para indicar, num automóvel, a distância entre as rodas de um mesmo eixo. Embora outros fatores também influenciem, normalmente quanto maiores forem as bitolas, melhor será a estabilidade do veículo e menor a possibilidade de capotagem.

    Bloco do Motor

    É a estrutura de suporte o motor, na qual ficam os cilindros e os suportes do virabrequim. Pode ser feito de ferro fundido, ou de liga de alumínio e apresenta uma série de ranhuras de reforço nos pontos mais críticos. Na parte superior, é fechado pelo cabeçote e, por baixo, pelo reservatório de óleo (cárter).

    Bloqueio do Diferencial

    Peça do sistema de transmissão usado nos modelos com tração integral para evitar que uma as rodas tracionadas patine em condições de baixa aderência enquanto a outra fica parada. Torna os eixos motrizes unidos, transmitindo força para a roda que tiver melhor condição de aderência.

    Bobina

    Dispositivo elétrico que transforma a corrente de baixa tensão vinda da bateria em corrente de alta tensão, necessária para que a faísca da vela seja emitida.

    Bomba d'Água

    Componente responsável por fazer circular o fluido refrigerante pelo circuito de refrigeração do motor.

    Bomba de Óleo

    Componente responsável por fazer circular o óleo pelo circuito de lubrificação.

    Bomba Injetora

    Uma das tecnologias da última geração dos motores Diesel. Em vez de uma bomba, que aumenta a pressão do óleo diesel, de uns tubos que se dilatam devido às altas pressões e de uns injetores, é incorporada uma míni-bomba em cada injetor e eliminam-se os tubos. Pressão gerada no local, mais robusta, capaz de funcionar com maiores pressões que qualquer outro sistema, e com uma pulverização mais fina do óleo diesel.

    Boxer

    Arquitetura de motor, na qual, a disposição de cilindros é oposta. Num motor boxer, cada par de bielas encontra-se associado ao mesmo moente da cambota.

    Brake-Light

    Terceira luz de freio, colocada em posição elevada na traseira (geralmente no limite superior do vidro) de um veículo, para poder ser visualizada através dos vidros dos carros que o seguem e para permanecer funcionando mesmo após impacto por trás.

C

    Cames

    Ressaltos metálicos (normalmente existentes no eixo-comando de válvulas) responsáveis por provocar - diretamente ou por meio de balanceiros - o levantamento das válvulas de admissão ou escapamento de um motor.

    Canibalizar

    Em sentido figurado, é o que ocorre quando um veículo é lançado em faixa de preço ou desempenho muito próxima à de outro modelo do mesmo fabricante, podendo "comer" vendas dele em vez de conquistar novos consumidores.

    Cáster

    Um dos ângulos que compõem a chamada "geometria da direção", e que é responsável pela manutenção do veículo em linha reta e pela volta das rodas dianteiras à posição longitudinal após uma curva. Quando o ângulo é pequeno, esse retorno é mais lento.

    CBU

    (COMPLETELY BUILT UNIT) Expressão inglesa utilizada no jargão dos profissionais de importação/exportação, que indica veículos totalmente montados, que serão vendidos como chegam ao país de destino.

    Certificado de Originalidade

    É preciso se submeter à avaliação de um clube credenciado pelo DENATRAN ou pela FBVA (Federação Brasileira de Veículos Antigos). Será necessário, antes que o órgão emita a nova placa, uma aprovação prévia de um clube que comprovará se o veículo em questão atende a uma série de exigências para emitir uma aprovação que se chama Certificado de Originalidade.

    CFM

    Sigla de "Cubic Feet Minute", ou pés cúbicos por minuto, unidade que mede a capacidade de vazão dos carburadores.

    Cilindrada

    Unidade de medida do volume aspirado por cada pistão multiplicado pelo número de cilindros. É geralmente divulgada em centímetros cúbicos (cm³) ou em litros (l).

    CKD

    (COMPLETELY KNOCKED DOWN) ou "completamente desmontados", são os veículos importados ou exportados em partes separadas, a ser montados no destino. Outra expressão, SKD (SEMI KNOCKED DOWN), refere-se aos veículos importados ou exportados em subconjuntos prontos (como unidades motopropulsoras), que terão montagem final no país comprador.

    Coeficiente de Resistência Aerodinâmica

    Mede a eficiência da carroceria ao atravessar o ar. Divide-se a força que o ar exerce na carroçaria pela mesma força uma placa 1m² de área. A partir dessa divisão, chega-se ao Cx. Quanto menor ele for, melhor será a aerodinâmica.

    Coletor de Admissão Variável

    Visa aumentar ou diminuir a distância percorrida pela mistura combustível antes de ser admitida na câmara de combustão, de forma a privilegiar o torque (força) do motor em baixa rotação ou a potência disponível em altos giros.

    Comando Variável

    Dispositivo elétrico, hidráulico ou mecânico que permite antecipar ou atrasar o momento em que ocorre a abertura das válvulas de admissão e o tempo que elas permanecem abertas. O recurso favorece o torque em baixas e médias rotações e a potência nos giros mais altos do motor.

    Common Rail

    Tecnologia introduzida pela Alfa Romeo (e copiada por inúmeros fabricantes) para motores a diesel. Utiliza um tubo de distribuição único que leva o combustível, em altíssima pressão, aos vários cilindros do motor, com vantagens em potência e redução de emissões.

    Compressor Mecânico Roots

    Também chamado de "volumétrico", acelera a velocidade de admissão do ar (e da mistura combustível) no motor, melhorando a combustão e a potência. Ao contrário dos turbocompressores, movidos pelos gases de escape, são acionados por correia dentada, corrente ou engrenagem ligada ao motor.

    Compressor Volumétrico

    Aceleram a velocidade de admissão do ar (e da mistura combustível) no motor, melhorando a combustão e a potência. Ao contrário dos turbocompressores, movidos pelos gases de escape, são acionados por correia dentada, corrente ou engrenagem ligada ao motor.

    Controlador de Velocidade

    (Criuse Control) termo encontrado em vários carros importados. O sistema conta com um sensor que informa a velocidade do carro para uma central de comando eletrônico. Esse dispositivo aciona um atuador que controla a injeção de combustível. Assim, a central eletrônica mantém o carro na velocidade predeterminada pelo motorista, mesmo em aclives ou declives. Ao pisar no freio, a aceleração é interrompida. O recurso é muito cômodo para longas viagens, mas de uso menos prático em cidades. O sistema também é popularmente chamado de "piloto automático", mas não controla a direção que o carro segue, como nos aviões. Normalmente fica numa alavanca na coluna de direção, mas pode estar em botões no volante.

    Controle de Tração

    É uma evolução do sistema de ABS, capaz de detectar, se ao frear em curva há o risco de derrapagem ou da perda de aderência do trem traseiro do veículo. Tem variadas denominações consoante as marcas - ESBS na Seat, CBC na BMW, etc. - pode ajustar, durante uma frenagem, a intensidade do freio sobre cada roda para evitar os desequilíbrios já mencionados.

    Controle Eletrônico de Estabilidade

    É um sistema totalmente automático encarregue de avaliar se o veículo é capaz de efetuar a trajetória que o condutor pretende quando está ao volante. Em caso negativo, o sistema é capaz de atuar sobre o acelerador, mas também sobre o sistema de freagem em cada uma das rodas de forma independente, tentando aproveitar toda a aderência disponível para efetuar a trajetória pretendida pelo condutor. Este sistema deriva também do ABS, e tem capacidade instantânea de anular a tendência sub e sobreviradora do veículo. No primeiro caso, o sistema irá frear automaticamente a roda traseira interior à curva para garantir a plena trajetória do veículo. Se o veículo derrapa, o sistema pode compensar freando a roda dianteira interior. Caso o condutor esteja a frear, o sistema encarrega-se de modificar adequadamente a força de frenagem em cada roda para levar o carro a bom porto, sempre dentro do permitido pelas leis da física. Em geral este sistema denomina-se ESP, mas alguns construtores chamam-lhe DCS, Stabilitytrak, etc.

    Conversor de Torque

    Equipamento utilizado com os câmbios automáticos e que detecta o momento ideal em que devem ser feitas as trocas de marcha, providenciando o desacoplamento de uma marcha e o acoplamento da seguinte, sem trancos.

    Correia da Distribuição

    Responsável por fornecer o movimento de rotação à árvore de cames. A correia de distribuição recebe a energia de rotação da cambota.

    Corte de Injeção

    Dispositivo de proteção do motor para evitar excesso de rotação. A partir de umas rotações de motor preestabelecidas (normalmente na zona vermelha do conta-rotações), deixa de se administrar combustível de modo a evitar o aumento de velocidade e de rotações. Segundo o caso, as consequências podem ir de uma desaceleração brusca a um suave limite na aceleração. Este dispositivo não evita um possível excesso de rotações provocado por uma redução mal feita.

    Coupé

    Originalmente denominado por um veículo «cortado» a partir dos lugares dianteiros, atualmente pode ser um veículo de cinco lugares e sempre com duas portas. A maioria dos construtores utiliza os coupés para as versões mais desportivas.

    Coxim Hidráulico

    Elemento utilizado para suportar o conjunto motor/câmbio na carroceria, cuja função é isolar as vibrações de funcionamento. No lugar de borracha maciça, um fluido viscoso é forçado a passar de uma câmara interna para outra, produzindo um efeito de amortecimento dos esforços.

    Crash-Test

    Ensaio de colisão com um veículo. Existem muitos ensaios regularizados, mas nem todos são obrigatórios para a homologação de um veículo. Estes ensaios realizam-se com uns manequins no interior dos veículos -denominados «dummies» - capazes de registar também os danos biomecânicos sofridos pelos ocupantes durante a colisão. Estes testes já permitiram salvar muitas vidas.

    Cross-Flow

    Solução adotada em muitos motores a gasolina, onde as condutas de admissão e de escape se encontram, cada uma do seu lado do bloco do motor. Esta solução promove o atravessamento dos gases entre a admissão e o escape através do cilindro.

    Cruzamento de Válvulas

    Situação que ocorre nos motores em que durante o final do tempo, de escape/início da fase de admissão, as válvulas se encontram simultaneamente abertas.

    Curso

    Chama-se curso à distância que é intermédia entre um pistão e cada um dos tempos do motor, e que é igual, à distância existente entre o ponto morto superior e ponto morto inferior. A sua dimensão é expressa em milímetros. Em conjunto com o diâmetro, define o volume movimentado por cada um dos pistões.

    CVT

    Sigla que identifica os câmbios automáticos com relações de marca continuamente variáveis. Caracteriza-se pela presença de polias expansíveis, ligadas por uma correia especial, que assumem diâmetro diferente dependendo do regime do motor. O controle desse tipo de transmissão é feito por uma central eletrônica que leva em conta dados como a velocidade do carro e o regime de rotação do motor.

    Cx

    Sigla que significa coeficiente de forma ou aerodinâmico. Traduz a maior ou menor dificuldade de um veículo em vencer a barreira de ar ao se deslocar, no que diz respeito às suas formas. Um índice baixo favorece maior velocidade e menores consumo e ruído de vento.

D

    dB (A)

    Representação do decibel (correspondente a 1/10 da unidade física Bel) do tipo A. Ele é empregado para medir e exprimir diferenças de nível de sensação acústica perceptíveis por ouvidos humanos.

    Deriva

    Pelo seu caráter elástico, quando um pneu é submetido a uma força lateral, desvia a sua trajetória. Este desvio pode ser observado quando um carro circula com as rodas direitas com um forte vento lateral, ou quando descreve uma curva, mesmo a uma velocidade reduzida. Este fenômeno, pelo qual o pneu se desvia da sua trajetória, chama-se deriva. Este desvio aumenta quando se submete o pneu a uma força lateral maior, não sendo sempre de uma maneira proporcional. A deriva existe também no sentido longitudinal, perante as forças de aceleração ou frenagem, medindo-se o grau de deslizamento. Destinam-se a diminuir o efeito dos embates laterais. Encontram-se instalados no pilar central (pilar B) do veículo ou na fachada lateral exterior dos encostos dos bancos da frente.

    Destracionar

    Tração é a força que impulsiona um carro. Ela é produzida pelo motor e aplicada nos eixos das rodas pelo sistema de transmissão. "Destracionar" é perder a tração ou tê-la reduzida. O fenômeno é causado pela redução da área de contato dos pneus com o piso. Assim, a potência transmitida às rodas excede a capacidade dos pneus de compensar essa força com a resistência oferecida pelo solo (atrito) no momento do destracionamento - a combinação dessas duas forças é que permite movimentar o veículo. O destracionamento pode ocorrer em diversas situações, mas as mais comuns acontecem quando o piso está molhado - a água pode formar uma espécie de "filme" ou película que impede o pneu ou parte dele de tocar o solo - ou em curvas, quando alguma roda deixa de estar totalmente apoiada no piso.

    Detonação

    O início da queima da mistura carburante em motores a gasolina deve ser controlado pela faísca da vela. Em muitas situações, as elevadas temperaturas e pressões a que a mistura fica sujeita, durante o fim do tempo de compressão, pode levar a uma auto inflamação brusca e descontrolada. A essa combustão espontânea, e não desejada, dá-se o nome de detonação. Esta deve ser evitada, pois se ocorrer, com frequência, pode danificar o motor.

    Diâmetro

    É assim que se denomina a medida de diâmetro de um cilindro. A sua dimensão é expressa em milímetros. É um dos parâmetros característicos do motor. Juntamente com o curso, define-se o volume ocupado por cada pistão, do que se depreende a cilindrada do motor.

    Diesel

    O sistema de combustão interna inventado por Rudolph Diesel baseia-se num conceito diferente dos motores a gasolina. O combustível (óleo diesel) é injetado dentro da câmara de combustão e o pistão ao iniciar a subida faz a combustão através do calor gerado pela compressão do ar no interior do cilindro. Não são necessárias velas nem carburadores.

    Diferencial

    O diferencial é o componente mecânico que distribui a potência, vindo da caixa de velocidades pelos dois veios de transmissão (um ligado a cada roda). Este componente é fundamental, pois em curva a roda exterior percorre uma maior distância e logo essa roda deverá receber uma maior percentagem da potência debitada pelo motor. É o diferencial que garante essa distribuição correta entre as duas rodas motoras.

    Diferencial Autoblocante

    Em algumas ocasiões, o mecanismo diferencial, tão benéfico para fazer manobras ou curvas, pode trazer dissabores em terrenos escorregadios. Para evitar estas situações, alguns veículos optam por diferenciais autoblocantes. Estes encarregam-se de corrigir a tendência dos diferenciais para enviar a potência do motor à roda que menos resistência oferece. Assim se uma das rodas motrizes patina em cima de uma placa de gelo, o diferencial convencional encarrega-se de enviar potência a essa roda que patina desenfreadamente e o carro não avança. O mesmo acontece se uma roda fica no ar, como acontece com as rodas interiores da curva. Os diferenciais autoblocantes - sejam eles viscosos, Torsen, etc. - encarregam-se de enviar a potência à roda que oferece mais resistência, e portanto, dispõe de maior aderência, e permite solucionar situações mais delicadas. O seu uso é uma necessidade em competição, para melhorar a motricidade, e em condução todo-o-terreno.

    Diferencial com Deslizamento Limitado

    Equipamento que evita que uma roda apoiada sobre solo escorregadio gire em falso enquanto a outra, sobre piso aderente, fica sem tração. Para isso, o sistema freia a roda mais solta e redireciona parte do torque para a roda "boa".

    Diferencial Viscoso

    Tipo de diferencial autoblocante que recorre a um conjunto de discos fixos intercalados por outros discos móveis separados por um fluido viscoso. Este sistema é mais progressivo e suave do que os diferenciais mecânicos, tipo Torsen. Estes últimos têm sido aplicados, essencialmente, em veículos de caráter desportivo, enquanto os viscosos se aplicam na maioria dos modelos de aplicação usual.

    Dinamômetro

    Equipamento utilizado para medir a potência de um motor. A aferição pode ser feita diretamente nele ou nas rodas do veículo. Neste caso ele é conhecido como dinamômetro de rolos.

    Direção Assistida

    Dispositivo de ajuda à condução que aplica energia - elétrica ou hidráulica - para facilitar ao condutor no manuseamento do volante. Ajuda indispensável para fazer manobras, este equipamento também permite ao fabricante instalar equipamentos que proporcionem mais estabilidade ao veículo, pois quando a direção pesa mais, a direção assistida faz parte do trabalho. O aparecimento da direção assistida elétrica permitiu que, através de um botão, o condutor possa escolher o grau de suavidade que pretende do volante, mediante estar a circular em estrada ou na cidade.

    Disco de Freio

    Um tipo de freio que faz os veículos abrandar ou parar através da fricção com as pastilhas. Trata-se de discos em aço montados na extremidade do eixo, na zona onde estão as rodas. As pastilhas estão colocadas de cada lado do disco e atuam quando pressionado o pedal de freio. Inicialmente utilizados nos carros de competição são nos dias de hoje o principal sistema de frenagem da maioria dos veículos.

    Disco Ventilado

    Esse tipo de freio normalmente é montado na dianteira do veículo, que recebe maior carga no instante da frenagem. Tem regulagem automática de folga entre as pastilhas e o disco, o que melhora a ventilação. O recurso diminui a perda de eficiência por superaquecimento, problema que pode afetar os discos sólidos no uso contínuo e é mais comum ainda nos freios a tambor. Para carros esportivos é comum adotar discos ventilados também na traseira.

    Distância de Frenagem

    Resultado da melhor distância de frenagem obtida sobre uma superfície horizontal. Se o veículo tem ABS, a frenagem é feita pisando a fundo o pedal do freio. Se não tiver ABS, dosifica-se a pressão exercida no mesmo pedal.

    Distância Entre Eixos

    Designa a distância entre o eixo dianteiro e traseiro do veículo.

    Distribuição Variável

    Num sistema de distribuição convencional a árvore de cames apresenta uma geometria perfeitamente definida, significando que cada válvula (seja de escape ou de admissão) abre e fecha, sempre no mesmo momento (ângulo de cambota) e o curso de abertura é igualmente constante. Acontece que, consoante a rotação do motor e os objetivos desejados (mais potência ou melhores consumos) a abertura e fecho das válvulas deveriam ser ajustados. Os sistemas que proporcionam variar o momento de abertura e fecho das válvulas e/ou o curso das mesmas são denominados sistemas de distribuição variáveis. Os exemplos são o sistema VVT da Toyota ou VTEC da Honda.

    DOHC

    (Double OverHead Camshaft) Designação dos motores com dupla árvore de cames montada no cabeçote do motor.

    Drive-by-Wire

    Sistema em que o comando entre o acelerador e a borboleta de admissão é feito por fios (impulsos eletrônicos) em vez de cabo, como na grande maioria dos veículos. As principais vantagens são maior rapidez de atuação e confiabilidade.

E

    EBD

    (Electronic Brakeforce Distribution) O EBD reparte a pressão de frenagem pelos eixos dianteiros e traseiros, consoante a carga do veículo. Quando o automóvel se apresenta pouco carregado o eixo traseiro fica mais leve e, em travagens violentas, existe uma tendência para que as rodas bloqueiem. Com vista a evitar este fato o EBD retira parte do poder de frenagem às rodas posteriores concentrando o esforço de frenagem no trem dianteiro.

    ECVT

    (Electronic Continuously Variable Transmission) Transmissão automática de variação contínua. Trata-se de um tipo de transmissão que recorre a correias e polias de diâmetro variável. Quando se aumenta ou se diminui o diâmetro das polias está variar-se a relação da caixa de velocidades. Deste modo conseguem-se ter infinitas relações de caixa.

    Efeito Anti-Submarino

    É o que alguns fabricantes procuram obter ao dotar o perfil inferior dos bancos de uma inclinação ou borda maior na parte anterior do assento, evitando assim que o corpo dos ocupantes "mergulhe" por baixo do cinto de segurança em choques frontais.

    Efeito Chicote

    Quando um veículo é atingido pela traseira, a cabeça dos ocupantes é forçada para trás e, em seguida, volta rápido para a frente. Este é o chamado efeito chicote, muito perigoso para a coluna cervical e que a Volvo procura evitar desenvolvendo apoios de cabeça "ativos", que se movimentam com a cabeça.

    Efeito Solo

    Força aerodinâmica dirigida para baixo que pode alcançar valores consideráveis em altas velocidades. É conseguida de acordo com o emprego de apêndices aerodinâmicos, como aerofólios e spoilers.

    Escalonamento

    Intervalo mais ou menos próximo entre as relações de marcha de um câmbio. Quando estão mais juntas entre si, diz-se que o escalonamento é "curto", ou esportivo. Se estiverem mais distantes, é chamado "longo". Câmbios com mais marchas tendem a ser mais "curtos".

F

    Face-Lift

    Expressão inglesa que define um redesenho parcial, superficial, de um veículo ou de partes dele (frente e traseira). Visa dar uma "levantada" no visual, torná-lo mais atualizado. Difere do redesign, quando todo o projeto é refeito em profundidade.

    Faixa Útil

    Diz-se do intervalo de giros do motor compreendido entre as rotações de potência máxima e torque máximo. É a melhor faixa de utilização do mesmo, onde o equilíbrio entre desempenho e consumo é mais favorável. Quando mais larga ela for, mais "elástico" será o motor.

    Faróis Elipsoidais

    Em vez da parábola convencional, estes faróis compactos têm uma lente em frente da lâmpada para dirigir e concentrar adequadamente o feixe de luz. Para evitar dispersões de luz, que poderiam encadear os outros condutores, surge uma máscara, que provoca o característico corte horizontal na luz emitida por estes faróis.

    Farol de Superfície Livre

    Em lugar da parábola para dirigir o feixe de luz e do cristal para lhe dar a forma, os faróis mais complexos não dispõem de um refletor em forma de parábola e o cristal pode ser substituído por um simples plástico transparente. Um computador encarrega-se de desenhar, ponto por ponto, uma curvatura adequada para conseguir o feixe de luz apropriado. Na teoria, esta técnica permite um maior rendimento luminoso e uma resistência maior à rutura no caso do plástico.

    Farol de Xenon

    Em vez das lâmpadas convencionais, os faróis de xenon utilizam o mesmo princípio de iluminação das lâmpadas florescentes para proporcionar uma luz branca - azulada, muito homogênea e de grande potência. Em substituição do filamento incandescente, estas lâmpadas têm dentro um gás nobre - denominado xenon - através do qual se efetua uma descarga elétrica. Não funcionam com os habituais 12 volts, mas precisam de transformadores para conseguir gerar tensões de trabalho acima dos 20.000 volts. O seu principal inconveniente consiste num ligeiro atraso até os faróis acenderem completamente, semelhante ao das lâmpadas florescentes de uso doméstico. Pelo seu elevado poder de iluminação, precisam de um sofisticado sistema de correção de altura, feito através de motores elétricos, que atuam em centésimos de segundo para evitar encadeamentos com os movimentos da carroçaria.

    Fastback

    Desenho de traseira de automóvel com linha descendente mais suave que a dos HATCHBACKS e com tampa do porta-malas que - ao contrário daqueles - não abre junto com o vidro, à semelhança de um alçapão. É normalmente encontrado em berlinetas e cupês esportivos.

    Freio a Tambor

    Sistema de frenagem no qual um tambor metálico gira solidariamente com a roda do automóvel. As lonas dos freios são pressionadas contra a parede interior do tambor. O atrito gerado entre as lonas e a parede interior do tambor provoca uma redução na velocidade de rotação da roda.

    Freio-Motor

    É o uso do motor sem aceleração nenhuma como auxiliar na tarefa de "segurar" o carro, principalmente em descidas fortes, poupando o sistema de freios. Para maior efetividade, deve-se engrenar uma marcha inferior àquela em que se trafega no plano.

    Fusível

    Dispositivo de segurança que protege as instalações elétricas dos efeitos de uma corrente elétrica excessiva. O fusível é normalmente composto por um fio metálico fino que se funde devido à alta corrente interrompendo o circuito.

G

    g

    Um valor numérico seguido da letra g (por exemplo, 2 g) significa a intensidade da força de gravidade - cujo símbolo é a letra g - a que um veículo ou um indivíduo é submetido em caso de aceleração ou desaceleração abrupta. Na situação acima, a gravidade dobrou. Também é usado para medir a aderência de um veículo em curva.

    Gases de Escape

    Produtos resultantes da combustão da mistura carburante dentro dos cilindros. Os gases de escape abandonam os cilindros pelas válvulas de escape, percorrendo as condutas de escape até atingirem o exterior.

    Geometria Variável

    São assim chamados os coletores que visam aumentar ou diminuir a distância percorrida pelo ar e mistura combustível antes de ser admitidos na câmara de combustão, de forma a privilegiar o torque (força) do motor em baixas rotações ou a potência disponível em altas.

    Giclê

    Palavra derivada do francês (GIGLEUR) que define pequenos calibradores existentes nos carburadores, destinados a dosar a mistura combustível que é admitida pelo motor, sendo em seguida queimada na câmara de combustão.

    GPS

    (Global Positioning System) Aparelho destinado a identificar as coordenadas de um objeto. O GPS recorre a satélites, colocados em órbita, para identificar a posição de um veículo na superfície da terra. Informa, segundo a segundo, a latitude e a longitude a que o aparelho se encontra, assim como, a velocidade a que se desloca.

H

    Halógena

    Tipo de lâmpada para faróis que funciona à base de gás halogênio contido no bulbo de vidro. Fornece uma luminosidade bem maior que a gerada pelas lâmpadas com filamentos incandescentes.

    Hatchback

    Significa "traseira com tampa do tipo alçapão", muito comum na Europa. Contrapõe-se às configurações NOTCHBACK (em que o porta-malas é saliente ou semi-saliente em relação ao resto da carroceria) e FASTBACK, com linha da capota que cai suavemente e termina abruptamente.

    Hold

    Do inglês, "seguro" ou "preso". Trata-se de um sistema que evita que o carro se desloque involuntariamente para trás quando parado em subidas, por meio da atuação automática sobre os freios do automóvel.

I

    Índice de Octanas

    Índice pelo qual se mede a resistência de um combustível a inflamar-se espontaneamente. Quanto maior o número de octanas, menor é a tendência para se auto inflamar. Tem grande importância nos motores a gasolina, pois um motor só funciona adequadamente quando a inflamação se produz no momento exato para que foi desenhado - quando salta a faísca da vela - e não de modo incontrolado. Existem dois índices - RON e MON -, segundo o procedimento empregue no ensaio. Tradicionalmente, conseguem-se altos índices de octanas nas gasolinas mediante a adição de compostos orgânicos com chumbo, mas a sua incompatibilidade com os catalisadores obriga ao seu desaparecimento nos tempos mais próximos. O número de octanas nas gasolinas sem chumbo aumenta-se mediante tratamentos de refinaria e de aditivações.

    Injeção Direta

    Sistema de alimentação na qual o fornecimento de combustível se realiza mediante injetores na própria câmara de combustão. Precisa de trabalhar com bombas de injeção de alta pressão, para aproveitar ao máximo cada gota de combustível, para que estes motores ofereçam consumos extremamente reduzidos. Nos motores Diesel as vantagens de rendimento chegam aos 30%, enquanto nos motores a gasolina raramente chegam a atingir os 10%. Na atualidade, a injeção direta consolidou-se nos motores Diesel. Está previsto um incremento destes motores, mas na variante a gasolina, antes de 2005, ainda que para isso a gasolina tenha que praticamente eliminar do seu conteúdo de enxofre.

     
    Injeção Monoponto

    Denominação que se dá aos sistemas de alimentação de motores a gasolina constituído por um só injetor, que alimenta todos os cilindros. Estes sistemas dominaram o mercado na fase de transição entre os carburadores e a injeção eletrônica. Encontram-se em fase de extinção, uma vez que são menos eficientes que os sistemas de injeção Multiponto.

    Injeção Multiponto

    Sistema de alimentação presente nos motores a gasolina, que consiste em ter um injetor por cada cilindro. Com isto consegue-se uma injeção precisa, o que se traduz num funcionamento do motor mais suave e regular, com menos consumos.

    Intercooler

    Emprega-se este termo para identificar um radiador que arrefece o ar da admissão em motores turbocomprimidos. Nestes motores o ar aquece, devido á compressão a que é sujeito, baixando a densidade e o seu conteúdo de oxigênio, o que diminui o possível incremento de potência devido à sobrealimentação. O intercooler arrefece este ar depois de comprimido para obter o máximo de partido da sobrealimentação do motor.

J

    K

      Keyless-Go

      Um cartão eletrônico - do tamanho de um cartão de crédito, mas mais grosso - permite ao seu portador abrir a porta e por o carro a trabalhar, com a simples operação de abrir a porta com o cartão e a ignição fica automaticamente desbloqueada. Este pequeno gesto esconde centenas de ações que decorrem em centésimas de segundo. Enquanto se prime o botão para abrir a porta, o carro emite um sinal de rádio codificado. O sistema espera que exista um cartão eletrônico nas proximidades - normalmente no bolso do condutor - que recebe a mensagem e responde também com um sinal via rádio. Se o carro reconhece o sinal recebido, o fecho central das portas é automaticamente desativado. Tudo se passa a tal velocidade que parece que é instantâneo. O mesmo procedimento de reconhecimento acontece com o arranque do motor. Carrega-se num botão, contato, carrega-se outra vez, arranque. É assim tão simples? E se alguém tenta abrir a porta antes do condutor? Não se abrirá, somente obedecerá ao portador do cartão eletrônico. O motor continua a trabalhar até que nos afastemos a uma determinada distância do carro com o cartão, mas uma vez que o motor pare, só volta a trabalhar depois da «conversa» eletrônica com o cartão. O cartão armazena todas as preferências do condutor, de maneira a que possa automaticamente ir buscar essa informação e ativá-la, seja a regulação do volante, os assentos, espelhos ou qualquer outra memorização que o carro possua.

       

      kgf/m

      Representação da unidade "quilograma-força x metro", utilizada para determinar o torque de um motor. Quanto maior o valor, mais "forçudo" é o propulsor, permitindo, por exemplo, que o veículo mantenha a velocidade na subida sem troca de marcha.

      Kompressor

      Compressor, em alemão. Alternativa ao uso de turbocompressor para aumentar a potência de um motor. É acionado pelo próprio propulsor, por meio de corrente ou engrenagem e não pelos gases de escape, apresentando melhor rendimento em baixas rotações.

    L

      Libra por Polegada Quadrada

      Maneira coloquial de exprimir a unidade de pressão lb/pol2 (libras por polegada ao quadrado ou, no inglês, PSI - pounds per square inch), usualmente empregada no Brasil para determinar a pressão de enchimento dos pneus, conforme indicação do fabricante. Ela varia de acordo com a carga, velocidade e outros parâmetros suportados pelo pneu. Outra medida empregada é o bar. A relação entre elas é: um bar equivale a 14,5 psi. O mais correto seria empregar kgf/cm2 (quilogramas-força por centímetro quadrado), cuja unidade equivale a 14,2231 lb/pol2.

      Liftback

      Versão utilizada pelas marcas japoneses e que designa um automóvel de dois volumes e meio com 5 portas.

      Limousine

      Um termo que gera alguma confusão quando utilizado para designar determinados modelos. Uma Limousine é um veículo com chauffeur, cujo habitáculo é separado por uma janela interior em vidro colocada entre o condutor e os passageiros.

      Longarina

      Uma das principais peças que faz da plataforma do veículo. As longarinas são barras longitudinais que suportam o peso da carroçaria e componentes, ao mesmo tempo que conferem a rigidez necessária ao veículo.

    M

      Marcação do Pneu

      Exemplo de dimensão: 225/55 R 17 97 W

      225: Corresponde à largura do pneu em mm. No nosso exemplo, o pneu tem 225 mm de largura

      55: Indica a série do pneu, ou seja, a relação entre a altura do flanco e a largura da secção do pneu. No nosso exemplo, a altura do flanco corresponde a 55 % da largura do pneu. Quanto menor a proporção de elevação do pneu, menor a altura do flanco.
      Observação: Quanto menor a altura do flanco, melhor a aderência nas curvas; neste caso, a condução também é menos confortável.

      R: Trata-se da construção interna do pneu. R indica que a construção é “radial”. Praticamente todos os pneus em circulação têm atualmente uma construção radial. Isto significa que os cabos têxteis da carcaça atravessam o pneu de uma pega (também designada “calcanhar”) à outra.

      17: Trata-se do diâmetro interior do pneu, por outras palavras, a altura da jante. Este diâmetro é indicado em polegadas. No nosso exemplo, o diâmetro é de 17 polegadas.

      97: Valor que corresponde ao índice de carga. Indica a carga máxima que o pneu pode suportar quando enche devido à pressão máxima de segurança. No nosso exemplo, isso não significa que o pneu pode suportar 97 kg, mas que o índice é de 97; neste caso, é preciso consultar a tabela de correspondências que determina a carga em kg para cada índice. Para um índice de 97, a carga máxima suportada é de 730 kg/pneu.

      W: Corresponde ao índice de velocidade e indica a velocidade máxima de certificação do pneu para poder suportar uma carga com toda a segurança. Os índices de velocidade vão de A (a mais baixa) a Y (a mais alta) com uma exceção: O H situado entre o U e o V. Tal como para o índice de carga, cada letra corresponde ao equivalente em km/h:

      Q: 160 km/h
      R: 170 km/h
      S: 180 km/h
      T : 190 km/h
      H: 210 km/h
      V: 240 km/h
      ZR : > 240 km/h
      W: 270 km/h
      Y: 300 km/h

      Atenção: O índice de velocidade é um valor indicativo associado às capacidades dos pneus; em caso algum autoriza o condutor a conduzir além dos limites legais de velocidade.

      McPherson

      Um dos sistemas de suspensão mais conhecidos pela sua facilidade, economia de montagem e eficácia em andamento. Consiste num elemento telescópico apoiado na parte superior da carroçaria e unido ao cubo da roda na sua parte inferior, ao que também se une um braço transversal. O conjunto McPherson inclui um elemento telescópico, a mola e o amortecedor. Denomina-se «pseudo McPherson» ao conjunto que incorpore um braço adicional para controlar o possível deslocamento longitudinal do cubo da roda.

      Mola

      É um dos componentes principais de uma suspensão de um veículo. Absorve de uma forma suave e confortável as irregularidades do piso. A mola pode ser helicoidal, de lâmina ou uma simples barra de torção.

      Mola Parabólica

      Lâmina única cuja curvatura e perfil se assemelham a uma seção de parábola. Entre as vantagens estão o menor peso e a progressividade de atuação, garantindo ao mesmo tempo conforto e resistência à suspensão.

      Monobloco

      A estrutura mais utilizada que designa o conjunto do chassis e da carroceria. Este tipo de opção de montagem oferece maior rigidez estrutural. A carroceria e o chassis constituem uma peça totalmente agregada.

      Monocoque

      Diferentemente dos veículos com chassi separado e daqueles com carroceria monobloco por chapas de aço estampadas, os que utilizam a tecnologia monocoque têm estrutura única de materiais compostos, que é "cozida" em grandes fornos chamados autoclaves para ganhar rigidez.

      Monovolume

      Categoria de veículo de acordo com a forma da sua carroceria. Como o seu nome indica, num só corpo de volume integram-se o vão do motor, o habitáculo e o bagageiro.

      Motor em Linha

      Arquitetura de motor na qual a disposição de cilindros é em linha.

      Motor em V

      É composto por duas bancadas de cilindros em linha que partilham a mesma cabota. O ângulo entre as duas bancadas define a arquitetura do motor em V. Valores mais normais neste tipo de arquitetura são 60º e 90º.

    N

      NA

      Um NA é um carro aspirado naturalmente. Isto quer dizer sem turbo ou supercharger. O ar entra no motor naturalmente sem indução forçada.

      NASCAR

      Sigla de North American Stock Car Association, associação que criou a categoria mais importante dos Estados Unidos, mais até que a Fórmula Indy. Os carros usam chassi tubular e têm gaiola de proteção para o piloto. A carroceria pode adotar o desenho de qualquer carro. O interior é desprovido de bancos e acessórios. O campeonato brasileiro de Stock Car é inspirado na competição da Nascar.

      Notchback

      Significa "traseira em forma de chanfro". É a configuração em que o porta-malas é saliente ou semi-saliente em relação ao resto da carroceria. Difere do HATCHBACK, com tampa do tipo alçapão, e FASTBACK, com linha da capota que cai suave e termina abruptamente.

    O

      Octanagem

      Indica o poder antidetonante do combustível. Quanto mais alta a octanagem, maior a capacidade do combustível ser comprimido na câmara de combustão sem causar detonação.

      Ocupantes

      As pessoas que se encontram no veículo em transporte, e no caso de embarcações, incluí os esquiadores aquáticos por estes rebocados.

      OHV

      (Over Head Valves) Válvulas montadas no cabeçote do motor.

      Óleo

      Fluido responsável por lubrificar as diferentes peças em movimento num motor. Para além de lubrificar, desempenha também o papel de detergente, antioxidante e refrigerante.

      Open Air

      Nome dado aos modelos de rua que remetem aos carros de competição do passado. Além da inexistência de capota, esses veículos, no caso da Ferrari, se caracterizam pelos possantes motores V12, têm edição limitada e numerada. Como exemplos podem-se citar a 250 California e a 365 GTS4, mais conhecida como Daytona.

      Overboost

      É uma função da válvula de descarga do turbocompressor (também conhecida como wastegate). Em situação de aceleração total, a válvula permanece fechada durante alguns segundos deixando a pressão de sobrealimentação subir mais do que o valor normal (só durante alguns segundos) o que eleva a potência durante esse lapso de tempo.

      Overdrive

      Também denominada "sobremarcha", ocorre quando a relação da última velocidade de um câmbio é anormalmente longa e distante da anterior, para ser usada prioritariamente em estrada. Por permitir que o motor gire a rotações mais baixas, reduz o ruído e o consumo.

      Overlap

      Traduzido do "engenheirês" para a linguagem do dia-a-dia, o termo significa a área da frente do carro que se choca com a barreira, nos testes de impacto frontais. Assim, choque a 40% de OVERLAP significa que 40% da frente bateu e 60% não.

    P

      Pane Seca

      O termo é herdado da aviação e exprime a situação em que se fica sem combustível nenhum no tanque. Além do inconveniente, há pelo menos duas boas razões para evitar ficar sem gasolina ou álcool: o catalisador pode sofrer danos e o dono do carro pode ser multado, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro.

      Perda Parcial

      Situação que se verifica quando o custo de reparação seja inferior ao valor venal da unidade danificada, imediatamente antes do sinistro ocorrer.

      Perda Total

      Situação que se verifica quando o custo de reparação seja igual ou superior ao valor do bem seguro, imediatamente antes do sinistro.

      Perfil (ou Série)

      Essa palavra, seguida de um número geralmente entre 40 e 80, mostra a porcentagem entre a largura da banda de rodagem (área que toca o solo) de um pneu e a altura do seu flanco. Assim, um pneu 205/60 tem perfil de 123 milímetros, ou 60% dos 205 milímetros da banda.

      Peso Não Suspenso

      É o peso dos componentes que não repousam sobre as molas da suspensão, como freios, cubos, rolamentos, rodas e pneus. Quanto menor for esse valor em relação ao "peso suspenso" (carroceria, motor, câmbio etc.), melhor será o comportamento dinâmico do veículo.

      Pick-up

      Categoria de veículos com grande aceitação, tem uma vertente profissional e outra familiar, dispõe na parte de trás do habitáculo de uma plataforma de caixa aberta para o transporte de mercadorias. Na sua versão original o habitáculo conta com uma só fila de bancos corrida, mas existem as versões de cabina dupla, que contam com duas filas de bancos. Esta carroceria foi desenvolvida a partir de um veículo de todo-o-terreno.

      Piloto Automático

      Sistema capaz de manter de forma constante uma velocidade pré-estabelecida. O automóvel acelera automaticamente numa subida e «levanta o pé» numa situação de descida acentuada. Já existem automóveis no mercado que vão mais além, sendo capazes de manter a velocidade desejada, mas ajustando-a conforme as condições do trânsito. Vários radares encarregam-se de «ver» o terreno á frente do carro e de acelerar - ou frear - automaticamente quando um automóvel mais lento atravessa o seu caminho. Quando o obstáculo desaparece, retoma automaticamente a velocidade pré-definida.

      Pistão

      Peça cilíndrica conhecida também por êmbolo. Recebem a energia da queima da mistura carburante, transformando-a em energia mecânica, ao percorrerem o seu movimento descendente.

      Plataforma

      Em "engenheirês" quer dizer a parte inferior do automóvel, incluindo assoalho e também as estruturas metálicas estampadas, às quais vão presos os componentes mecânicos. É comum usar-se a plataforma de um veículo para produzir outro modelo novo, com boa economia.

      Pneu

      Um pneumático (do latim pneumatĭcus, por sua vez do grego πνευματικός, derivado de πνεῦμα "sopro"), mais conhecido por pneu, é um artefato circular feito de borracha, para uso em automóveis, caminhões, aviões, motos, bicicletas, etc. Na maioria das aplicações, é inflado com gases. Em algumas aplicações específicas, por exemplo em máquinas agrícolas, pode ser parcialmente preenchido com água, para melhorar a tração e reduzir a patinagem.

      Geralmente é de cor negra devido ao fato de, durante a fabricação, ser adicionado negro de fumo à composição da borracha. Sem esse elemento, os pneus se desgastariam muito rapidamente.

      Ponto Morto Inferior

      Posição mais baixa do êmbolo dentro do cilindro. Situação em que a cilindrada disponível é máxima.

      Ponto Morto Superior

      Posição mais alta do êmbolo dentro do cilindro. Situação em que a cilindrada disponível é mínima.

      Potência do Motor

      A potência de um motor pode ser definida como a energia útil gerada por unidade de tempo. Se o binário era a energia gerada numa explosão, a potência é, então, proporcional ao binário multiplicado pela rotação.

      Potência Específica

      É uma relação entre os cavalos produzidos por um motor e seu volume interno. Quanto maior a potência por litro de cilindrada, mais moderno e eficiente é o propulsor.

      Potência Máxima

      Pode ser medida em cavalos (horse power) ou em Quilowatts. Na maioria dos países a medida de medição da potência do motor mais utilizada são os cavalos, uma medição quase ancestral.

      Power Shift

      Nome em inglês do sistema eletrônico usado principalmente em competições. Permite a troca de marchas sem que o piloto tire o pé do acelerador, ganhando tempo na manobra.

      Pré-Tensores dos Cintos de Segurança

      Dispositivo de segurança que dá uma margem de 15 centímetros no cinto de segurança quando ocorre uma colisão. Com este sistema conseguem-se eliminar possíveis lesões e podem-se desenhar cintos que não pressionem demasiado. O tensor pode desencadear um sistema mecânico - uma mola - ou pirotécnico - um explosivo.

      Pressão de Sobrealimentação

      Pressão relativa a que o ar sai do compressor, normalmente medida em bar. Em motores Diesel este valor ronda os 1-2 bar. Em motores a gasolina, encontra-se entre os 0,5 e 1 bar.

      Protótipo

      Também conhecidos por «Concept Cars», não são mais do que modelos para apresentação de novos conceitos de desenho automóvel ou para determinados testes dinâmicos. Normalmente a fase de protótipo serve para apresentar um determinado modelo num salão automóvel internacional e para recolher opiniões. Dessas opiniões sairá a decisão de seguir para a produção em série. Muitos dos protótipos presentes nos salões nunca chegam à produção em série e servem para mostrar que o departamento de design de determinado construtor está ativo e à procura de novos conceitos para o futuro.

      PSI

      Maneira coloquial de exprimir a unidade de pressão lb/pol2 (libras por polegada ao quadrado ou, no inglês, PSI - pounds per square inch), usualmente empregada no Brasil para determinar a pressão de enchimento dos pneus, conforme indicação do fabricante. Ela varia de acordo com a carga, velocidade e outros parâmetros suportados pelo pneu. Outra medida empregada é o bar. A relação entre elas é: um bar equivale a 14,5 psi. O mais correto seria empregar kgf/cm2 (quilogramas-força por centímetro quadrado), cuja unidade equivale a 14,2231 lb/pol2.

      Punta-Tacco

      Termo italiano que significa o uso simultâneo da ponta e do calcanhar do pé direito no freio e no acelerador, respectivamente. Serve para sair com o carro em ladeiras sem recuar e, em competições, para fazer trocas de marcha de forma mais rápida e precisa por meio da elevação dos giros do motor durante a mudança.

    Q

      R

        Radiador

        Componente responsável por arrefecer o fluido refrigerante do motor.

        Recirculação de Gases de Escape

        Dispositivo anticontaminante, que em determinadas circunstâncias faz com que grande parte dos gases de escape voltem a entrar na câmara de combustão. Assim consegue-se que a temperatura de combustão diminua e que os gases emitidos para a atmosfera sejam menos nocivos.

        Relação de Transmissão

        É a relação entre a rotação do motor e a rotação do veio de transmissão.

        Relação Peso x Potência

        É uma fórmula matemática que se utiliza para dividir o peso na báscula (balança) e a potência registrada no banco de ensaios. O resultado é uma aproximação ao valor da velocidade de ponta de um veículo, especialmente a aceleração.

        Roadster

        Um modelo de dois lugares descapotável com uma linha desportiva. Exemplos de roadsters: Triunph Roadster, BMW Z3 e Porsche Boxster.

        Rolling

        Expressão inglesa que descreve a atitude da carroceria de um carro inclinar-se em curvas velozes. Isso é geralmente causado pelo ajuste macio da suspensão (para privilegiar o conforto) ou pelo alto centro de gravidade (peso em posição elevada).

        RWD
        (Rear Wheel Drive) Designação dum veículo com tração traseira.

      S

        Segurança Passiva

        É tudo aquilo que visa proteger os ocupantes de um veículo em caso de acidente. Soma-se aos dispositivos e equipamentos de segurança ativa, que procuram ajudar o condutor a evitar que o acidente ocorra.

        Semi-Árvore

        Jargão utilizado em Engenharia para designar qualquer tipo de semi-eixo, palavra esta de domínio público. No caso, trata-se do semi-eixo que leva o movimento do câmbio à roda.

        Sequencial

        Assim é chamado o sistema de câmbio em que a troca das várias marchas ascendentes é feita direcionando-se seguidamente a alavanca ou haste para um lado e as descendentes todas para o outro, em vez das posições fixas dos câmbios comuns.

        Série (ou Perfil)

        Essa palavra, seguida de um número geralmente entre 40 e 80, mostra a porcentagem entre a largura da banda de rodagem (área que toca o solo) de um pneu e a altura do seu flanco. Assim, um pneu 205/60 tem perfil de 123 milímetros, ou 60% dos 205 milímetros da banda.

        Servofreio

        Popularmente conhecido como "freio a vácuo", é mais um sistema auxiliar associado ao freio hidráulico principal. Por meio do vácuo gerado dentro de um reservatório ("cuíca"), reduz sensivelmente o esforço no pedal do freio necessário para parar o carro.

        Sidebag

        Tipo de airbag (bolsa de ar) que se infla nas laterais internas do carro, junto às janelas, protegendo cabeça, braço, tórax e bacia dos ocupantes em caso de impactos laterais. Seu tempo de enchimento é bem menor que o dos airbags frontais, pois os ocupantes estão mais próximos do veículo que causa o abalroamento.

        Slalom

        Exercício realizado em testes e cursos de pilotagem, consiste em vencer um trecho demarcado com cones ou outro obstáculo, fazendo o carro ziguezaguear entre eles, sem tocá-los. Serve para avaliar a capacidade de manobra do veículo ou os reflexos do condutor.

        Sobrealimentação

        Recurso que aumenta a potência do motor sem aumento da cilindrada e sem usar regimes de rotação muito altos. A sobrealimentação pode ser feita por turbina ou compressor volumétrico, que enviam ar com pressão superior à atmosférica aos cilindros. Como consequência, em todas as fases úteis do motor, é liberada uma quantidade maior de calor, o que garante melhor rendimento energético. Isso significa aumento de potência e torque.

        Sonda Lambda

        Sua função é balancear a mistura de ar e combustível para que a emissão de poluentes seja controlada. Está instalada no sistema de escape. O balanceamento é feito com um sensor que percebe o excesso ou perda de oxigênio nos gases queimados que saem do motor. A informação é enviada para o módulo de injeção eletrônica, que corrige a mistura.

        Subcompacto

        Designação dada pela indústria automobilística aos carros de pequenas dimensões. Em alguns países, como no Japão, por exemplo, essa classificação é usada para que o carro pague menor alíquota de imposto.

        Suspensão Hidrolastic

        Suspensão que no lugar das molas utiliza um conjunto de esferas de borracha.

        Suspensão Multilink

        Denominação dada a qualquer suspensão que apresente mais do que uma ligação (braço) entre o chassis e o conjunto jante/roda.

        Suspensão Pneumática

        Suspensão que, no lugar dos tradicionais amortecedores e molas, utiliza unidades de ar comprimido. Gerindo a pressão do ar consegue-se manter inalterada a altura ao solo.

      T

        Tandem

        Disposição dos assentos, um atrás do outro, muito utilizada em aviões militares de treinamento e aeronaves de pequeno porte. Outro exemplo é o McLaren de F 1 que leva passageiros ilustres para uma volta na pista. Aquelas bicicletas com dois assentos também recebem esse nome.

        Tara

        Trata-se unicamente do peso de veículo vazio e sem condutor.

        Taxa de Compressão

        A relação do volume do cilindro e a posição do pistão no seu ponto mais baixo de descida durante o tempo de trabalho.

        TCS

        (Traction Control System) Sistema de controle de tração que evita que as rodas motrizes patinem, quer em aceleração, quer durante as reduções de caixa. Incorpora por isso dois sistemas, o ASR e o MSR.

        Termostato

        Componente que, de acordo com a temperatura da água de refrigeração, regula o caudal de fluido que deve percorrer o radiador.

        Teste do Alce

        Manobra utilizada pela imprensa européia para testar estabilidade e dirigibilidade dos automóveis. Ela procura reproduzir uma hipotética evasão súbita do choque com um alce que atravessa a estrada. Implica desviar abruptamente para a faixa da esquerda e retornar à faixa normal, com frenagem, velocidade e tempo predefinidos.

        Todo-Terreno

        Veículo com carroceria de dois volumes com 3 ou 5 portas, tração integral e suspensão independente.

        Torque

        É o produto da força em que o pistão é empurrado para baixo pela metade da distância que percorre dentro do cilindro. Mede a facilidade do motor ganhar rotação. Quanto maior o torque enviado às rodas, maior a força de tração que os pneus transmite ao solo. Geralmente é expresso em kgfm.

        Torque Steer

        Esterçamento da direção motivado pelo torque (nas acelerações) enviado às rodas dianteiras e não por movimento aplicado ao volante pelo motorista. Só ocorre nos carros de tração dianteira, quando os semi-eixos direito e esquerdo têm comprimentos diferentes.

        Tração Dianteira

        Sistema adotado pela grande maioria dos automóveis, no qual, a energia motriz é transmitida pelas rodas dianteiras.

        Tração Integral Permanente

        Como o nome diz, o sistema distribui a tração para as quatro rodas sempre, ao contrário dos sistemas 4x4 convencionais. Nestes pode-se optar também pela tração em apenas duas rodas, quando trafegando em asfalto ou outro piso aderente.

        Tração nas Quatro Rodas

        Tipo de transmissão em que a força motriz se reparte por cada uma das quatro rodas. Esta divisão não tem que ser igual para cada uma das rodas, nem sequer constante, podendo depender da aderência disponível. Ao repartir os esforços motrizes por mais rodas, pode-se aproveitar melhor a aderência disponível, o que é bastante importante em pisos irregulares. Por outro lado, os carros com tração integral têm mais rolamentos, o que prejudica as prestações e os consumos relativamente aos carros de duas rodas motrizes. Para que este sistema seja verdadeiramente eficaz em pisos deslizantes, o carro tem de dispor de um sistema de bloqueio dos diferenciais, muito importante para a circulação em asfalto. Estes bloqueios são tradicionalmente mecânicos, mas hoje em dia a eletrônica encarrega-se de gerir a utilização dos mesmos, freando automaticamente uma roda quando patina com sistemas de ABS. Este sistema individual não só evita que uma roda gire sozinha - fazendo-a rodar até uma velocidade em que ganhe aderência -, como distribui a potência pelas outras rodas que têm aderência para sair de uma dificuldade.

        Tração Reduzida

        Recurso utilizado geralmente em veículos 4x4. Todas as relações de marcha são encurtadas por intermédio de um diferencial à parte, proporcionando maior força e capacidade de tração ao veículo. Só deve ser usado em velocidades baixas.

        Tração Traseira

        Sistema em que a energia gerada pelo motor é transmitida pelas rodas traseiras.

        Tucho

        Elementos instalados geralmente no cabeçote que funcionam em conjunto com as válvulas e os balancins ou os ressaltos (cames) do comando de válvulas, destinados a diminuir as folgas e ruídos de funcionamento do sistema.

        Tucho de Fase

        Dispositivo que, acoplado ao comando de válvulas, altera o sincronismo de abertura e fechamento das mesmas a fim de melhorar o rendimento do motor em determinadas rotações.

        Túnel de Vento

        Local onde são feitos testes com o objetivo de otimizar as características aerodinâmicas e acústicas de um automóvel, assim como, os sistemas de climatização.

        Tuning

        Uma moda derivada dos famosos Hot Rods americanos. Não é mais do que a alteração estética ou mecânica de um veículo feita pelo seu proprietário de modo a conseguir mais velocidade e melhores acelerações. Pode também não passar de alterações de ordem estética sem modificar as especificações do motor. Os adeptos do Tuning costumam dizer que estão a «personalizar» o seu carro quando procedem a estas modificações.

        Turbina

        Componente que recorrendo à energia cinética e termodinâmica disponível nos gases de escape gira a alta velocidade. A turbina encontra-se ligada por meio de um veio ao compressor, sendo assim responsável pelo acionamento do compressor.

        Turbocompressor

        Componente que recorrendo à energia cinética e termodinâmica disponível nos gases de escape gira a alta velocidade. A turbina encontra-se ligada por meio de um veio ao compressor, sendo assim responsável pelo acionamento do compressor.

        Twin Spark

        Sistema de ignição que adota duas velas por cilindro. Cada uma das velas emite uma faísca dando origem a uma frente de chama. Havendo duas frentes de chama o processo de combustão realiza-se mais rapidamente aumentando, deste modo, a eficiência do ciclo termodinâmico.

      U

        Utilitário

        Categoria de veículo atendendo ao tamanho. São os menores modelos do mercado, com um comprimento máximo de 3,7 metros.

      V

        Válvula

        Uma peça do motor que tem a seu cargo os fluxos de ar e combustível do motor, nomeadamente da câmara de combustão. Existem dois tipos de válvulas: as de admissão e as de escape. As de admissão encarregam-se da mistura ar - combustível. As de escape abrem a câmara de combustão para libertarem os gases da queima em direção ao escape.

        Van

        Designação aplicada aos veículos comerciais que derivam de versões existentes nas gamas de ligeiros de passageiros.

        Vela

        Componente responsável pela ignição da mistura ar - combustível no interior do cilindro, fixado ao cabeçote.

        Vidro Laminado

        Este tipo de vidros possui uma película de plástico entre as duas camadas de vidro. Em caso de acidente evita o estilhaçar do vidro quando atingido por objetos ou pessoas.

        Vidro Temperado

        O vidro temperado é o vidro que passou por tratamento térmico ou químico para modificar suas características como a dureza e resistência mecânica.

        Viscosidade

        Resistência de um líquido ao escoamento. Nos óleos, a viscosidade é indicada pela norma SAE, segundo a qual o número colocado antes da letra W (winter, inverno em português) corresponde ao código da temperatura mínima que o óleo é capaz de suportar sem perder suas propriedades lubrificantes, e o número que vem em seguida está relacionado à temperatura máxima em que pode ser usado.

      W

        Wastegate Valve

        Válvula que regula a pressão de sobrealimentação de um turbocompressor. Reduz o caudal de gases de escape que passa pela turbina baixando assim a rotação do conjunto turbina compressor.

        Windowbag

        Uma das denominações possíveis para os airbags que insuflam ao lado da cabeça para proteger os ocupantes em caso de colisão lateral. Também são conhecidas por cortinas insufláveis.

      X

        Y

          Z

            ZEV

            A sigla ZEV (Zero Emision Vehicle) designa os automóveis que não produzem qualquer tipo de emissões contaminantes.