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Apresentação do Dodge Dart no Brasil

O Jornal do Brasil do dia 1º de outubro de 1969, quarta-feira, informa que o Dodge Dart foi apresentado ao Ministro da Indústria e Comércio, General Edmundo de Macedo Soares e Silva, e à comitiva do GEIMEC no Iate Clube do Rio de Janeiro na segunda-feira, dia 29 de setembro de 1969.


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O Dodge Dart é uma linha de automóveis fabricados nos Estados Unidos pela Dodge entre 1960 e 1976 e no Brasil a partir de 1969.

Histórico

O Dodge Dart (dardo, em português) foi um automóvel feito pela divisão Dodge da Chrysler, entre 60 a 76. O Dart foi introduzido como um carro grande em 1960; em 1962 tornou-se um carro de tamanho médio e, finalmente, foi produzido em versão compacta entre 1963 e 1976. A Dodge utilizou o nome Dart nos anos 50, para um carro com chassi Ghia, numa exposição de carros.


Anúncio de outubro de 1969

Eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1970.

No Brasil

Baseado no modelo americano do ano anterior, o Dodge Dart brasileiro foi lançado em outubro de 1969, em substituição aos Esplanada, Regente e GTX. A Chrysler apresentou o Dodge Dart na versão quatro portas, equipado com motor V-8 de 5.212 cm3 e 198 CV, criando uma nova faixa de mercado localizada entre o Galaxie, o Itamaraty e o Opala 3800.


Dodge Dart 1970

Apesar de seu acabamento relativamente pobre, o carro entusiasmou o público, principalmente pelo seu extraordinário desempenho e força. Era fácil gostar do Dart à primeira vista, por suas linhas retas com cantos vivos, grade larga e bem desenhada e pela traseira com vidro côncavo, que parecia encravado na carroceria.

Os passageiros sentavam-se confortavelmente e a bagagem de cinco ou seis pessoas cabia sem maior dificuldade no amplo porta-malas. Dois detalhes decepcionaram um pouco o público: o espaço interno não era realmente tão grande como o aspecto do carro permitia supor e o conforto dos passageiros era um pouco prejudicado pela suspensão dura. Mas esta representava na verdade uma vantagem, em termos de estabilidade: o Dart comportava-se muito bem nas curvas, em relação a seu tamanho.

Quanto à mecânica, o Dart impressionava por ter o motor mais possante entre todos os carros nacionais fabricados até então: alcançava com facilidade velocidades acima de 170km/h, acelerando de 0 a 100km/h em apenas 12 segundos. Outro fator positivo evidenciou-se com o tempo: além de forte, o motor revelou-se um dos mais duráveis entre os que equipavam os carros nacionais de série. O grande torque (41,4kgm a 2400 rpm) permitia ultrapassagens seguras; nas subidas, o Dart continuava como se estivesse numa estrada plana. Um de seus maiores inconvenientes era o consumo de gasolina: 4 a 5 km/litro. Também a autonomia foi criticada, pois o tanque comportava apenas 62 litros.

Como novidade, a suspensão apresentava barras de torção longitudinais na dianteira, em vez das tradicionais molas helicoidais e a direção, embora não fosse hidráulica, agradava bastante. Os proprietários reclamavam, no entanto, dos freios a tambor nas quatro rodas, que não correspondiam à expectativa, principalmente levando-se em conta as altas velocidades que o carro podia alcançar.


Dodge Dart Cupê, 1971. Com o lançamento desse modelo, o Dart de quatro portas deixou de ser o carro de série mais veloz do Brasil; com o mesmo motor, o cupê alcançava 180km/h.

A Diversificação

Depois do lançamento do Dart Sedã, eleito o “carro do ano” pela revista Auto Esporte em janeiro de 1970, a Chrysler ampliou sua linha de produção, procurando melhorar cada vez mais o Dodge nos seus detalhes. Em outubro de 1970 lançou o Dart cupê sem coluna lateral, seguindo-se, em novembro, por ocasião do Salão do Automóvel, as versões esportivas Charger e Charger RT com motor de 215 CV, direção hidráulica e freios a disco.


Dodge Charger R/T 1971

O Charger R/T distinguia-se do modelo cupê convencional pela pintura vistosa arrematada com faixas pretas, grade diferente, acabamento interno com console entre os bancos individuais alojando a alavanca da caixa de câmbio de quatro marchas, conta-giros no painel, rodas esportivas sem calotas, colunas laterais traseiras mais largas repuxadas sobre os pára-lamas e teto revestido de vinil. Além disso, o R/T demonstrou ser o carro de série mais veloz fabricado no Brasil – chegava aos 190 km/h.


Dodge Charger R/T: motor V8

O Charger, por sua vez, caracterizava-se mais como um modelo cupê de luxo. Com o mesmo painel do Dart, oferecia opcionalmente banco individuais separados por um console, transmissão automática, ar condicionado e direção hidráulica.

Em julho de 1971 a razão social foi mudada em virtude da total absorção de ações restantes na mão de terceiros, passando a empresa a chamar-se Chrysler Corporation do Brasil.

Em 1972 a Chrysler apresentou mais duas versões do Dodge Dart: o Dodge SE, lançado em 24 de maio, e o Dodge Gran Sedan, que apareceu a 16 de outubro. O modelo SE (Special Edition) era um novo cupê esportivo, mais barato que o Charger R/T e o Dart Cupê de Luxo, criado especialmente para um público jovem que não liga para cromados, mas exige desempenho. Essa nova experiência alcançou grande êxito no mercado brasileiro.


Dodge Dart SE: Special Edition

Tratava-se na verdade, de um carro simplificado, especialmente projetado para atrair compradores jovens. A Chrsyler economizou enfeites, frisos e calotas, substituindo partes cromadas por pintura preta fosca e calotas por rodas com novo desenho – uma inteligente e bem sucedida solução do departamento de estilo da fábrica. Iniciativa contrária aplicou-se ao Dodge Gran Sedan, apresentado como opção na linha Dodge 1973, destinado a atender uma clientela sofisticada e exigente.


Dodge Dart Gran Sedan 1973

Em Crise

Em 1974, com a crise do petróleo, entretanto, as vendas caíram de maneira considerável, bem como o valor de revenda de todos os carros -nacionais ou importados- com motor V8. A produção caiu para 11.318 unidades, só não despencou ainda mais porque, nos últimos meses daquele ano, ocorreu um providencial descobrimento de novas jazidas de petróleo no litoral fluminense.


Dodge Dart Gran-Sedã de 1975, com nova grade e acabamento interno refinado: é a versão mais luxuosa da linha Dodge brasileira

Para 1975 os Dodge V8 passaram a ser equipados com o "Fuel Pacer', sistema instalado junto ao carburador que, quando a mistura ficava rica demais, acionava a lâmpada direcional do pára-lama esquerdo. Assim, o motorista aliviava a pressão do acelerador -ou utilizava a marcha correta para aquela velocidade - e o carro passava a consumir menos combustível.

Nessa época, a Chrysler montou e começou a testar blocos de seis e quatro cilindros em “V”, todos derivados do 318 V-8, bem como o motor de seis cilindros em linha do Valiant argentino, mas nenhum foi produzido em série. A desvalorização foi tão grande que, no mercado de usados, um Dart 1969 valia em dinheiro da época apenas Cr$ 9,5 mil, contra Cr$ 13 mil do Corcel standard e Cr$ 11 mil do Volkswagen 1300 fabricados no mesmo ano, veículos que, quando novos, custam menos da metade do valor do Dodge.


Dodge Charger R/T 1975, que oferece o mais alto desempenho da linha, com ignição transistorizada nos modelos de série

No ano seguinte o estofamento foi redesenhado, mas os modelos SE, Gran Coupé e Charger saíram de linha, O R/T passou a ser equipado com bancos anatômicos, sendo os dianteiros de encosto alto, reclináveis, mas sem regulagem milimétrica. Este modelo também passou ter volante igual ao utilizado no restante da linha Dodge, deixando de lado o modelo com três raios, mais esportivo. Para completar as novidades deste ano, foi apresentado, no Salão do Automóvel, o protótipo de um Dart movido à álcool.


Teste da Revista Quatro Rodas do Dodge Gran Sedan 1976

No R/T de 1977 a taxa de compressão foi reduzida, passando de 8,4:1 para 7,5:1, o que diminuiu a potência do motor em 10 cv, mas permitiu a utilização da gasolina comum, pois a azul já começava a rarear. Internamente o carro era revestido em couro, disponível nas cores preto, caramelo e vinho, esta última uma novidade, O Dart com alavanca na coluna de direção -de três marchas- tinha escapamento simples, ao contrário do modelo com alavanca no assoalho - de quatro marchas - que vinha com escapamento duplo, igual ao do Charger.

Dos equipamentos que eram opcionais nos modelos básicos do ano anterior, viraram itens standard as luzes do motor, do porta-malas e da iluminação do cinzeiro; ventilação interna com motor elétrico; relógio elétrico; freios a disco com servofreio; ponteira do escapamento cromada; tapetes de buclê; revestimento da porta e painel lateral traseiro almofadados e placa metálica protetora junto ao fecho do quebra-vento. Em 1978 foram montados os últimos Gran Sedan.

Para 1978, sumiram as entradas de ar falsas do capô do R/T, enquanto o teto de vinil passou a cobrir apenas a metade traseira da capota, conforme já ocorria nos Maverick e Opala que, inclusive, iniciou esta moda com o modelo Las Vegas. Uma nova calibragem no sistema de carburação tornou o carro um pouco mais econômico e, como de costume, as faixas laterais foram modificadas, tornando-se bem mais largas, posicionadas na parte baixa das laterais. Nesta época um Dart sedan 1969 usado valia Cr$ 25 mil, metade do valor de um Volkswagen 1300 do mesmo ano.


Teste da Revista Quatro Rodas do Dodge Le Baron 1979

No final de 1978, a montadora apresentou as mudanças para seus carros, incluindo duas versões bem luxuosas para 1979, o Magnum (de duas portas) e o Le Baron (de quatro portas). Ambos foram criados para dar uma sobrevida para a linha Dart - já descontinuada nos Estados Unidos desde 1976 - e absorver o público acostumado aos automóveis estrangeiros, que tiveram sua importação suspensa. Foi realizado um "face-lift" na dianteira e traseira, modificação feita por estilistas brasileiros, onde substituíram-se pára-choque, molduras de faróis e grades de radiador, tudo sustentado por uma estrutura de fibra-de-vidro, enquanto a traseira passou a ser idêntica à do modelo norte-americano de 1974, com lanternas horizontais.

O Magnum tinha calotas raiadas, teto solar opcional (em vidro e com acionamento elétrico, outro pioneirismo do modelo aqui no Brasil) e teto de vinil dividido em duas partes. Havia ainda uma moldura junto aos vidros laterais traseiros, além de vidros rayban e pára-brisa degradê. Como equipamento de série, a Chrysler, passou a oferecer antena de acionamento elétrico e um conjunto com toca-fitas AM/FM estéreo e dois alto-falantes coaxiais, instalados na traseira, equipamento disponível tanto para o Magnum quanto para o Le Baron e Charger R/T.


Dodge Magnum 1979

O Charger R/T também reestilizado, apesar de ter perdido o conta-giros -substituído por um relógio - e a coluna traseira alongada, tinha três opções de pintura em dois tons -marrom metálico e bege, azul escuro metálico e azul claro metálico e preto e prata - e era vendido com rodas de liga leve, tornando-se, o primeiro carro nacional de série assim equipado. Como no Magnum, havia molduras nos vidros laterais traseiros, mas as do R/T eram no estilo "persianas".


Dodge Charger R/T 1979

Também com a nova traseira, o Dart passou a ser fabricado utilizando a mesma frente do modelo norte-americano de 1974. Volante, estofamento, painel de instrumentos, carpete e laterais de portas passaram a ser disponíveis nas cores bege, azul ou preta. Os bancos eram forrados em veludo de nylon antiestático e o tanque foi modificado, passando a ter 107 litros de capacidade - contra 62 do modelo anterior - ocupando o lugar do estepe, que foi deslocado para uma posição acima do eixo traseiro, como no Galaxie.

Características técnicas

Possuindo o maior motor já fabricado no Brasil um V8 318 polegadas cubicas 5.212 cc3 a gasolina desenvolvia 198 cv a 4600 rpm e torque de 41,5 m.kgf a 2400 rpm, chegava a máxima de 180 km/h criando assim uma faixa de luxo entre o Ford Galaxie V8 292 e o Chevrolet Opala 6 cilindros em linha 3800. Nos modelos Charger/LS ele ganhava escape duplo chegando a 205 cv, e no Charger R/T, além dos itens mencionados no modelo Charger LS ganhou também uma maior taxa de compressão (8,4:1) para uso de gasolina azul de maior octanagem sendo o mais veloz e potente carro nacional, recorde (apenas em velocidade) que só foi quebrado no anos 90 com o Fiat Tempra Turbo.


Dodge Dart Coupé modelo 1973

O Dart foi o modelo-base para os outros modelos fabricados na família V8 da Dodge no Brasil, que mudavam conforme o estilo e o acabamento. Os modelos fabricados no Brasil a partir de 1971 diferiam do modelo americano principalmente na estética frontal e traseira, porém a engenharia da motorização fosse a mesma utilizada nos modelos importados (original era o Dodge Dart americano 1968-1969 com motor LA318).

Era concorrente direto no setor de luxuosos do Ford Galaxie e os "esportivos" Ford Maverick e Chevrolet Opala 250-S. Seu consumo era de 6 km/l. (média de 4 a 7,5 km/l).


Dodge Dart Coupé modelo 1980

Fora de linha

O fim, entretanto, estava próximo:em janeiro de 1979 a Volkswagen alemã finalmente comprou 67% das ações da Chrysler brasileira. Em abril do mesmo ano Toni Schmueker -presidente mundial da VW - Wolfgang Sauer - presidente da Volkswagen do Brasil - e Donald Dancey - presidente da Chrysler- visitaram as instalações da linha de montagem dos automóveis Dodge e, juntos, anunciaram a intenção de ampliar a produção dos Polara, Dart, Charger R/T e Le Baron.

Em maio, Klaus Hadulla - substituto de Dancey- reafirmou o compromisso de não interromper a fabricação da linha Dodge, além de divulgar o interesse da VW em ampliar a rede de revendedores Chrysler, que ganhariam mais 24 lojas - haviam 117 na ocasião - atingindo um total de 180 dentro três ou quatro anos. Era uma mentira, suficiente apenas para dar credibilidade aos carros e desovar os modelos que estavam estocados no pátio.

A produção dos Dodge V8 em 1980 foi de apenas 388 unidades, e o Charger R/T praticamente desapareceu, transformando-se num modelo comum, sem nenhum diferencial além do emblema. Em novembro de 1980 a VW comprou o restante das ações da empresa e, em abril de 1981, Sauer afirmou que só poderia vender automóveis se houvesse demanda, e que todos sabiam que não existia demanda para os automóveis Dodge, dando como exemplo o Dart, que em dois meses não vendera sequer uma unidade.

O presidente da montadora alemã disse ainda que estes carros seriam fabricados, no máximo, por apenas mais seis ou sete meses, raciocínio que rapidamente se concretizou: no mês de agosto a VW parou de fabricar tanto a Variant II quanto os veículos da linha Dodge. A montadora alemã passou a utilizar as antigas instalações da Brasmotor/Simca/Chrysler para produzir seus caminhões - a álcool e a gasolina equipados com o motor 318 V8, encerrando assim a história dos Dart/Charger no Brasil.


Dodge Dart 1981(Este exemplar é o último Dart produzido no mundo)

Retorno ao Brasil em 2014

Informações divulgadas davam conta de que o Dodge Dart voltaria a ser vendido no Brasil entre o fim de 2013 e o início de 2014. Uma vez que a Fiat tinha tornado-se sócia majoritária do Grupo Chrysler em nível mundial, seus planos previam o retorno do Dart sob a bandeira da marca italiana, com o nome de Tempra, ressuscitando assim o antigo sedã médio da marca, produzido entre 1992 e 1999.

Colecionismo

O Dodge Dart é um modelo bastante cultuado pelos colecionadores, como um clássico, e pela importância que teve ao longo de muitos anos, no mercado automobilístico brasileiro. Muitos exemplares ainda podem ser encontrados em condições de total originalidade e funcionamento.

Os 7 Modelos Fabricados no Brasil

  • Dart Sedan: modelos de 1969-1981
  • Dart Coupé: modelos de 1970-1981
  • Charger LS: modelo esporte; Fabricado de 1971-1975
  • Charger R/T: modelo esporte com mais potência e acabamento diferenciado; Fabricado de 1971-1980
  • Dart SE: série com visual esportivo, era um Dart coupé com acabamento simplificado; Fabricado de 1972-1975
  • Dart Gran Sedan: modelos top de linha com carroceria de 4 portas; Fabricado de 1973-1978
  • Dart Gran Coupé: modelos top de linha com carroceria de 2 portas; Fabricado de 1973-1975
  • Magnum: substituiu os Gran Coupé. Fabricado de 1979-1981
  • LeBaron: substituiu os Gran Sedan; Modelos de 1979-1981

Fontes: Wikipedia.com e Carroantigo.com

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