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Apresentação do Engesa 4 ao Público no Brasil

A Engesa – Engenheiros Especializados S.A. foi o mais importante produtor de equipamentos militares de uso terrestre do país. Fundada em São Paulo (SP), em 1958, por um grupo de engenheiros recém-formados liderados por José Luiz Whitaker Ribeiro, a empresa, que nos primeiros anos se dedicou à fabricação de equipamentos para a prospecção, produção e refino de petróleo, acabou por colocar o Brasil, na década de 80, na quinta posição entre os maiores exportadores mundiais de material militar.

Congregando em seu quadro técnico profissionais de excelente formação, muitos deles oriundos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a história de sucessos da empresa teve início em 1966, com o projeto e fabricação de um sistema de tração 4×4 para equipar veículos de série nacionais, composto de caixa de transferência com duas tomadas de força, eixo dianteiro direcional e guincho (opcional).

Comercialmente anunciado como Tração Total, logo foi seguido das versões 6×4 e 6×6, ambas aproveitando eixos e feixes de molas traseiros originais do veículo. Preparada para as linhas de picapes e caminhões Chevrolet e Ford (e mais tarde Dodge), a Tração Total Engesa dotava-os de comportamento fora-de-estrada de desempenho desconhecido no país em veículos da categoria (um F-100 6×6, por exemplo, tinha a capacidade de carga duplicada, podendo galgar rampas de até 85%). O sistema foi patenteado no Brasil e no exterior.


Anúncio da tração 4x4 da Engesa

A História do Engessa EE-12

Em abril de 1983 a Ford encerrou a produção do jipe Willys em abril de 1983. Nesse mesmo ano, a Engesa adquiriu o controle da Envemo, que havia mais de um ano tinha pronto o protótipo de um jipe militar de ¾ t, e decidiu criar um produto para esse mercado, sempre almejando também o mercado externo.

Em 1984, a Engesa liberou algumas informações sobre a grande surpresa que havia preparado para o ano seguinte – um moderno jipe leve, para uso civil e militar (categoria de ½ t), de projeto inédito, já em fase final de execução.



O jipe Engesa EE-12, maior sucesso da empresa no mercado civil, foi apresentado ao público no XIII Salão do Automóvel, em novembro de 1984, e doze meses depois lançado como Engesa 4. Desde o chassi tubular de desenho inovador (fabricado na Fábrica Nacional de Vagões - FNV) até a carroceria metálica de linhas angulares e funcionais, equilibradas e simpáticas, o carro foi concebido para ser um instrumento de trabalho, valente e resistente, sem maiores preocupações com o conforto interno e nenhuma sofisticação.

Segundo palavras textuais da revista 4×4 & Pickup, foi “um dos veículos mais fantásticos que já pudemos avaliar até hoje. Estávamos no Galaxie do fora-de-estrada“. Com quatro barras oscilantes longitudinais e molas helicoidais de longo curso, a suspensão era seu ponto alto; aliada à tração nas quatro rodas, proporcionava incomparável condução fora de estrada, situação que se invertia no asfalto, onde era instável e lento; tinha freios a disco na frente, porém a direção era mecânica. Três motorizações foram anunciadas, quando do lançamento: Chevrolet 2,4 litros a gasolina ou álcool (85 e 88 cv) e Volkswagen Kombi diesel (1,6 l e 50 cv), versão que só viria a ser disponibilizada quatro anos depois. A caixa era de cinco velocidades, sem redução. Havia duas versões de acabamento: standard, com capota de lona, santantônio, para-brisa rebatível e rodas de disco pintadas; e luxo, com capota metálica, vidros deslizantes na frente, porta traseira de duas folhas horizontais, acabamentos plásticos nos para-lamas (mais largos, nesta versão), rodas largas cromadas e melhor acabamento interno. O carro, que tinha 500 kg de capacidade de carga (mais 250 kg rebocados), podia vencer rampas de 60% e atravessar vaus com até 60 cm de profundidade.


Até hoje o Engesa 4 é adorado pelos jipeiros

O Engesa 4 teve ótima receptividade: a demanda superou a oferta, inicialmente limitada à faixa das 60 unidades mensais. Sendo o único produto da empresa com potencial significativo de vendas no mercado civil (em quantidade), a ele foi dedicada especial atenção, quer nas campanhas publicitárias, quer nas melhorias para ele preparadas ao longo dos anos. No final de 1986 o carro ganhou capota rígida em fibra de vidro (fabricada pela Envemo), em lugar da metálica, com grande área envidraçada e portas com vidros de acionamento por manivela. Um ano depois, o entre-eixos cresceu 20 cm (o modelo recebeu o sobrenome Fase II), tornando possível a abertura de espaço atrás do banco traseiro para alojar pequenas cargas. As portas laterais e a tampa traseira aumentaram de tamanho, foram eliminados ressaltos no piso e deslocada para trás a saída do cano de descarga, que era lateral. Os pontos de fixação dos limpadores de parabrisa passaram para a margem inferior do vidro; lanternas de direção laterais, volante acolchoado, painel com nova disposição dos instrumentos e (pouco eficiente) sistema de ventilação forçada foram outras novidades. Em novembro de 1988, no XV Salão do Automóvel, foi finalmente apresentada a versão a diesel, não mais com motor VW, mas Perkins de quatro cilindros e 90 cv.

Concebido para transportar cargas e pessoas em estradas acidentadas, lama, areia ou água, o Engesa ainda acumulava conforto para veículos de sua classe, em função do sistema de suspensão e amplo espaço da cabine. O carro saía de fábrica com estrutura toda em aço reforçado e com tratamento anticorrosivo. A carroceria, com chapas dobradas e não estampadas, teve por objetivo tornar a construção mais simples, aumentar a resistência e facilitar a manutenção e eventuais reparos.

Internamente, um espaço razoável para quatro passageiros, com bancos dianteiros individuais e ajustáveis, e traseiro interiço e removível, todos confeccionados em vinil.

O painel é absolutamente funcional, oferecendo fácil visualização dos instrumentos: velocímetro, medidor de combustível, indicador de temperatura do motor e luzes de advertência da bateria, óleo, freio de estacionamento, luz alta, setas de direção e do acionamento da tração 4×4. Várias peças eram advindas de automóveis comuns no mercado da época, principalmente modelos GM, como o Opala.

Como itens de segurança, havia cintos de segurança subabdominais, quebra-sol, alça e estribo para embarque, espelhos retrovisores interno e externo (com opcional para o lado direito), limpador e lavador de pára-brisa, luz de cortesia, porta-luvas, cinzeiro e abertura para rádio. Sob o banco dianteiro localizava-se a caixa de ferramentas, com triângulo, chaves de roda e macaco.

Logo no início da produção, foi apelidado de “rinoceronte”, devido ao design agressivo da grade dianteira e, como o animal, não tem medo de enfrentar os desafios. Boa parte graças à suspensão – um dos diferenciais na época de lançamento – inédita, até então, no Brasil na categoria. Na frente e atrás, os eixos rígidos eram dotados de barras oscilantes longitudinais e transversais, com molas helicoidais e amortecedores de dupla ação, que o fazia enfrentar qualquer obstáculo de terreno.

O EE-12 foi criado com Fases I, II e III, diferenciando entre si os chassis curto, médio e longo, respectivamente. Todos foram exportados para países como Iraque e Jordânia. O Exército Brasileiro recebeu alguns exemplares do EE-12 Fase II com motor diesel da marca Perkins, usados até hoje em algumas unidades.

A Engesa chegou a fazer um protótipo Fase I diesel de quatro cilindros proveniente da antiga Kombi, com caixa de reduzida. Mas o projeto não vingou pelo fato de o propulsor ser fraco. Os Engesa civis são equipados com os motores GM 151 de quatro cilindros à gasolina, com potência de 80 cavalos, ou a álcool com 75 cavalos de força.

Originalmente, nenhum Engesa possui a tradicional caixa de reduzida. Como tem cinco marchas, a primeira é extremamente curta e funciona como uma “super reduzida”, e no asfalto só é praticamente possível colocá-lo em movimento em segunda marcha.

A fábrica localizada em São José dos Campos, SP, produzia inicialmente 100 unidades mensais.

O Fase II (1989) foi alongado em 30 cm, que ajudava na entrada para os passageiros de trás (porta mais ampla). O painel ficou mais moderno e teve os botões substituídos por teclas.

Ainda nos anos 1990, saiu da linha de produção alguns EE-4 com propulsores GM 6 cilindros. Em 1991, a instalação em São José foi vendida para a Embraer, e a falência foi decretada em outubro de 1993. Nesse tempo, uma terceira versão foi vendida por aqui, o Jordânia – ainda mais comprido –, que fazia parte de um lote fabricado para o país de mesmo nome, seguindo as especificações das Forças Armadas locais.

Ao todo, mais de 1.600 jipes foram fabricados, dos quais aproximadamente 500 serviram aos militares. Hoje grande parte desse jipes está nas mãos de offroaders, porém com muitas modificações.


Detalhe do logotipo na lateral esquerda


Detalhe da suspensão - Catálogo Original

Ficha Técnica – Engesa EE-4 Fase I 1986

Motor

Gasolina e álcool: GM 151, 4 cilindros em linha, 4 tempos
Potência gasolina: 82 cavalos a 4.400 rpm
Potência álcool: 88 cavalos a 4.400 rpm
Torque à gasolina: 17,1 kgfm a 2.500 rpm
Torque a álcool: 19,4 kgfm a 2.000 rpm
Cilindrada gasolina e álcool: 2.470 cm3
Arrefecimento: água
Taxa de compressão gasolina: 7.5:1
Taxa de compressão álcool: 10,5:1
Transmissão: Câmbio Clark, 5 marchas à frente e 1 à ré

Relação de Marchas

1ª: 6,33:1
2ª: 3,60:1
3ª: 2,15:1
4ª: 1,40:1
5ª: 1:1
Ré: 6,42:1

Tração

4×2 ou 4×4 optativa através de caixa de transferência Engesa.
Relação de redução: 1,00 : 1
Embreagem: Monodisco a seco, acionamento mecânico por meio de cabo

Suspensão

Dianteira e traseira: Barras oscilantes longitudinais e transversais, com molas helicoidais e amortecedores de dupla ação
Direção: mecânica, coroa e pinhão

Freios

Dianteiro: A disco, com acionamento hidráulico, servo-assistido, duplo circuito
Traseiro: A tambor, com acionamento hidráulico, servo-assistido, duplo circuito

Geral

Rodas: aço de 16”
Pneus: 670 x 16” e 750 x 16”
Ângulo de entrada: 70º
Ângulo de saída: 50º
Inclinação lateral: 35º
Peso: 1.400 kg
Capacidade de carga: 500 kg
Sistema elétrico: 12 Volts
Velocidade máxima: 105 km/h
Autonomia (gasolina): 440 km
Autonomia (álcool): 360 km
Tanque de combustível: 80 litros

Dimensões

Comprimento: 3.590 mm
Largura: 1.440 mm
Altura: 1.900 mm
Vão-livre: 235 mm
Entre-eixos: 2.160 mm
Passagem em água: 600 mm

Fonte: Lexicar.com.br

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Veículos Brasileiros


Dia Nacional: 20/01/1959
Ford Galaxie 500
Início da Produção: 16/02/1967

Apresentação: 24/03/1971
         

Início da Produção: 26/03/1974

Apresentação: 24/04/1973

Início da Produção: 02/05/1962
         

Apresentação: 13/05/1982

Início da Produção: 04/06/1973

Início da Produção: 07/06/1974

Apresentação: 08/06/1973
         

Início da Produção: 09/07/1976
VW Kombi
Início da Produção: 02/09/1957

Apresentação: 09/09/1984
         

Apresentação: 29/09/1969

Início da Produção: 12/11/1959

Apresentação: 19/11/1956
         

Apresentação: 19/11/1966

Apresentação: 19/11/1968

Início da Produção: 19/11/1968
         

Apresentação: 19/11/1976

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Apresentação: 25/11/1972
         

Apresentação: 27/11/1964

Apresentação: 27/11/1964

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Projeto: Lanternas Traseiras dos Veículos Chevrolet com Mais de 30 Anos
Tamanho: A3

 

Projeto: Lanternas Traseiras dos Veículos Ford com Mais de 30 Anos
Tamanho: A3